No dia 8 de Junho a escola completa 60 anos de História.
Esse fato me remeteu a lembranças da minha infância, quando as crianças brincavam na rua… e quando a escola reebeu o seu prédio definitivo, mas na minha meninice, só entendia que iriam construir alguma coisa no nosso campinho…
É…. eu brincava no terreno do Dom José… em certa ocasião, num sábado, minha mãe me mandou lavar louça… mas eu estava fascinada coma ideia de andar numa “avó” da bicicleta barraforte e aproveitei que minha mãe foi se deitar e fugi para o “campinho” , acompanhada do meu cachorro,(imaginem, uma meninha de 5 anos, andando com aquele cano da bicicleta no pescoço) que viu algumas galinhas por lá e correu atrás delas e ao passar na minha frente bateu no pneu me desiquilibrando, levando-me ao chão, com muita dor porque o guidon bateu em meu fêmur…eu não conseguia me levantar, ele latia muito na Kennedy empoeirada e de poucos vizinhos, apenas o armazém do seu Bordenalli… até que um senhor me levou para casa no colo.Ao chegar lá levei um chinelada pela fuga e pela “manha”.Ao tentar esticar a perna depois da chinelada, meu femur ficou no sentido horizontal.Quase matei minha de susto.Para a época, meu caso foi considerado grave e fui levada para Campinas e lá fiquei internada por 23 dias… com fratura exposta.
Já em 1978 estudei no Dom José nos anos da ditadura militar, onde tínhamos uma matéria chamada OSPB.A professora era D. Odila e o que eu mais me lembro era a máxima” A família é acélula mater da sociedade”.Os militares tinham razão nisso.
Havia o Centro Cívico e seu presidente era o Cebolinha, anos mais tarde se tornou vereador atuante e combativo em nossa cidade.
As aulas com a D. Anunciatta eram muito interessantes, pois as meninas aprendiam a fazer crochet, tricot, bordar, tínhamos culinária e puericultura.Como o curriculum mudou.
Era uito difícil entrar e estudar no Dom José. Havia necessidade de se fazer prova admissional.A escola pública era excelente.A única vez na vida em que fiquei de recuperação foi com o Sr.Benê em Matemática.
Anos mais tarde, já casada com o Gentil, que vive essa escola, me sentia parte dela, apesar de não lecionar nela, porque nas confraternizações, e nos momentos em que eu ia buscar o Gentil e mesmo depois , quando a Bia nasceu, sempre fui e fomos muito bem recebidas. Até que fui lecionar lá….e descobri que o espaço do Dom José é muito democrático…adoro ficar na escada vendo a pluralidade de nossos alunos…. góticos, emos, roqueiros, pagodeiros, sertanejos, introvertidos, nerds e esportistas, convivendo e assim me dou conta de que o lema “Não aprendemos para a escola, mas para a vida”, faz muito sentido.
A direção, coordenação, funcionários e parte do corpo docente é muito engajada, competente, comprometida e muito divertida.. trabalhamos muito mas equivalemos no bom humor.Graças a Deus.